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Especial Extensionista: Projeto do IFRS-Campus Feliz leva literatura e arte para espaços da comunidade


Estudantes sentados em círculo em jardim do campus.

Ações convidam estudantes, idosos, crianças, jovens em privação de liberdade e demais interessados a partir de debates, rodas de conversa e dinâmicas sobre poesia, música, leitura, pintura e artesanato.

Estimular o contato da comunidade com a literatura e a arte, vivenciando experiências e trocando conhecimentos, é o propósito do projeto de extensão “Literatura e arte na extensão: Ressignificando os saberes”. Desenvolvido pelo Campus Feliz do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), o projeto é um dos ganhadores do Prêmio Mérito Extensionista Professora Cibele Schwanke, do IFRS, neste ano de 2022.

A ação convida estudantes, idosos, crianças, jovens em privação de liberdade e comunidade a terem acesso a textos literários, provocando reflexões individuais e coletivas que podem ser reveladas em múltiplas formas de arte. A coordenação é da professora Izandra Alves. Para ela: “os currículos escolares estão cada vez mais apertados e precisam abordar um número enorme de disciplinas, provocando, muitas vezes, o enxugamento de atividades ligadas à literatura, leitura e arte”.  A professora complementa: “se na escola é difícil encontrar estratégias para colocar o texto literário no centro do debate, imagina em espaços não formais de leitura”.

O projeto busca levar o texto e a arte para além do ambiente escolar. As mais de 20 atividades incluíram debates, rodas de conversa, reflexões, intervenções, dinâmicas e outras, realizadas na sala de aula e em espaços como praças, parques, supermercados e cafeterias. Envolvem poesia, música, leitura, pintura e artesanato e alcançaram em torno de 530 pessoas, entre estudantes de escolas públicas, alunos do IFRS, idosos e crianças.. Essa diversidade é possível por meio das parcerias com os projetos “Experiência de leituras compartilhadas”, “Artistando” e “Ceramicando”, também do Campus Feliz.

“Por meio dessas ações, vemos que literatura e arte são para todos. Do mesmo jeito que a comunidade nos acolhe e contribui para o nosso desenvolvimento enquanto pessoas, o projeto busca levar o texto literário e a arte aos grupos que nem sempre são considerados prioridades quando se fala de mediação de leitura. Assim, há uma troca de conhecimento entre os participantes”, explica Catharine Ledur, bolsista do projeto e estudante do Curso Técnico em Química do Campus Feliz.

Literatura e arte: Um encontro de gerações 

O diálogo, a reflexão e o compartilhamento de experiências entre jovens e idosos foi o foco de uma das atividades do projeto no campus. Motivados pela vontade de experienciar

novamente o ambiente escolar, o grupo de 120 idosos pode encontrar netos, bisnetos e conhecidos em um espaço de acolhimento e respeito às diferentes gerações. Tendo como facilitadores a poesia, a música e a pintura, o contato entre gerações permitiu aos adolescentes e idosos refletirem sobre suas trajetórias a partir de perspectivas diferentes. Ao final da atividade, cada idoso pode produzir uma pintura em tecido e mostrar diferentes interpretações sobre sua vida.

Você tem fome de quê?

A ação “Você tem fome de quê?” foi realizada em uma manhã de sábado em um dos maiores supermercados de Feliz. A equipe do projeto dispôs, em meio a frutas, verduras, grãos, bebidas e pães, aproximadamente 50 livros, esperando serem levados pelos visitantes. Cada livro continha um bilhete com informações sobre o projeto e instruções para devolução após finalização da leitura. Em menos de dez horas, 85% dos livros foram levados pelos consumidores do supermercado.

O projeto terá continuidade em 2023. Nas palavras de Izandra: “é fundamental pausar a correria diária, interromper a maratona de tarefas, atividades, provas e exames para ouvir uma interpretação poética, observar uma obra de arte, escutar uma canção e compartilhar a experiência de um texto lido individualmente ou em conjunto. Tudo isso são maneiras de olhar para dentro de si, reavaliar e reconstruir-se através das memórias provocadas por textos e demais formas de arte”.

 

 

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