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Memória Institucional: Professor Firmino Splendor concede entrevista ao Núcleo de Memória do Campus em parceria com a Reitoria


A visita do professor emérito Firmino Splendor ao IFRS – Campus Bento Gonçalves, na última quarta-feira, 24 de junho, promoveu um profundo resgate da memória institucional.

Egresso da classe inaugural de Enologia nos anos 1960, o homenageado participou de uma jornada histórica que teve início pela manhã com o plantio técnico de uma muda da videira Crinto (Clinton) em frente ao Bloco A. A ação, realizada com estudantes do primeiro ano do curso Técnico em Viticultura e Enologia, celebrou o legado do docente e os 150 anos da imigração italiana no Estado.

Após um almoço nostálgico no refeitório do campus — experiência que o veterano não vivenciava há muitos anos —, a tarde foi dedicada ao registro formal de suas memórias.

Uma vida dedicada à Enologia

A entrevista, momento central do turno vespertino, foi organizada pelo Núcleo de Memória (NuMem) do IFRS em parceria com a Reitoria. Conduzida por Marcelo Vianna (Presidente da Comissão Central do NuMem/IFRS), Caroline Cataneo (Coordenadora do NuMem/Reitoria) e Samanta Trivilin Comiotto (coordenadora do NuMem do Campus), a conversa percorreu os marcos fundamentais da trajetória de Splendor.

Durante o relato, o professor relembrou como surgiu seu interesse pela área e o que representou ingressar na Escola de Viticultura e Enologia na década de 1960. Entre as memórias de vanguarda, destacaram-se sua experiência de especialização na França, os desafios profissionais da época e a iniciativa de criar a Associação Brasileira de Enologia (ABE), além das lembranças dos 25 anos em que lecionou no campus.

O legado nas salas de aula e na Biblioteca

Um dos pontos altos da entrevista foi o detalhamento de sua dedicação pedagógica. Splendor explicou que, para garantir a melhor formação, produzia materiais próprios para seus alunos: “Para o aluno eu preparava apostilas para a vida estudantil”, declarou.

Essa generosidade refletiu-se na decisão de doar seu acervo pessoal (bibliográfico e documental) à instituição. A motivação para o gesto veio da homenagem recebida pela biblioteca do campus, que leva seu nome, e do desejo de que o material auxilie novos pesquisadores. Segundo ele, Bento Gonçalves é o local ideal para abrigar esse patrimônio por sediar a primeira escola de Enologia do país: “Tive a ideia de que fosse entregue a um ambiente em que outros possam utilizar”, afirmou.

Preservação e futuro

Para os organizadores, a tarde representou um reconhecimento vital das contribuições de Firmino Splendor para a ciência do vinho no Brasil. O encontro foi tão enriquecedor que ficou acordada a realização de novas conversas no futuro, permitindo que o professor continue dividindo suas experiências com a comunidade acadêmica, consolidando o elo entre o passado precursor e o futuro dos novos enólogos.

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