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Curso de extensão em Língua Portuguesa para imigrantes e refugiados do Campus Bento Gonçalves é destaque no portal do MEC
Atividade de extensão presencial capacita estrangeiros para a comunicação no cotidiano e o acesso ao ensino superior.
O Curso de Extensão em Língua Portuguesa para Imigrantes e Refugiados, ofertado pelo Campus Bento Gonçalves do IFRS, foi tema de reportagem publicada no portal oficial do Ministério da Educação (MEC). A publicação nacional ressalta a atuação da instituição na qualificação e na integração de pessoas em situação de migração forçada que residem na Serra Gaúcha. A matéria na íntegra pode ser lida no portal do MEC.
Histórico e abrangência do projeto
Iniciada no ano de 2013 em decorrência do fluxo migratório provocado pelo terremoto de 2010 no Haiti, a formação presencial de nível básico já capacitou 722 pessoas de diferentes nacionalidades.
Com duração de cerca de cinco meses, a capacitação possui carga horária de 30 horas e aulas semanais no turno noturno para participantes a partir de 18 anos. Em entrevista à reportagem, a coordenadora do curso, professora Carina Fior Postingher Balzan, explica que o perfil de maior procura é de “nacionalidade haitiana, com idade entre 20 e 40 anos, do sexo masculino”. A matéria do MEC indica também que as turmas vêm registrando aumento do público feminino e a inclusão de cidadãos oriundos de países como Venezuela, Cuba, Bangladesh, Síria, Senegal, Paquistão, Iraque, Guiné e Gana.
Depoimentos e trajetória acadêmica
A publicação salienta que o aprendizado do idioma favorece a comunicação em tarefas práticas e serve de ponte para o ingresso no ensino superior. Para ilustrar o impacto da ação, a reportagem traz o depoimento do ex-aluno haitiano Enselot Joachin, que concluiu a formação em 2015 e formou-se na instituição: “O curso de português foi muito gratificante para mim, depois dele eu consegui fazer o Enem e o Encceja, até entrar no ensino superior no Campus Bento Gonçalves, onde me formei como Tecnólogo em Horticultura. O curso me ajudou bastante e a muitos haitianos também.”, afirmou o aluno.
A matéria também registra o relato da aluna Marie Gaou Guilavogui, vinda da Guiné, sobre o ganho de autonomia nas atividades diárias: “Vale ressaltar que a importância e os benefícios desse curso não se limitam apenas a obter o certificado, ele vai muito além, pois nos permite adquirir uma certa autonomia e independência no nosso dia a dia, tanto na oralidade como na escrita.”, destacou a estudante.
Inscrições e exames presenciais
A cada semestre, são disponibilizadas 35 vagas (somando duas turmas anuais), com inscrições via site do campus em formulários traduzidos para inglês, espanhol e francês. A unidade realiza, ainda, a aplicação presencial de exames de proficiência em língua portuguesa para estudantes estrangeiros matriculados em cursos a distância.