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IFRS Campus Bento Gonçalves realiza ato simbólico da Campanha dos Bancos Vermelhos


A comunidade acadêmica do IFRS – Campus Bento Gonçalves mobilizou-se no último dia 18 de março, às 13h, para o ato simbólico de pintura de um banco vermelho em frente ao Bloco A. A iniciativa teve como objetivo central transformar o espaço em um local de memória, denúncia e resistência, servindo como um convite para a comunidade parar, refletir e agir contra a violência de gênero, que aniquila diariamente a vida de mulheres e afeta profundamente tanto mulheres quanto meninas. O ato foi coordenado pelo NEPGS (Núcleo de Estudos e Pesquisa em Gênero e Sexualidade), em parceria com o Instituto Banco Vermelho e o movimento Feminicídio Zero.

Este evento integra uma articulação institucional ampla dentro do IFRS, capitaneada pela Assessoria de Gênero e Sexualidade (AGS) e pela Pró-Reitoria de Ensino (Proen). A participação resulta de um acordo de cooperação técnica entre o Ministério das Mulheres e o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal (Conif), que estabelece compromissos para o enfrentamento à violência contra a mulher em todas as instituições da rede.

A Campanha dos Bancos Vermelhos

A campanha fundamenta-se na Lei nº 14.942/2024 e no movimento internacional Red Bench Project. Este projeto utiliza o mobiliário urbano para denunciar o feminicídio e preservar a memória das vítimas em espaços públicos. Dados alarmantes apresentados durante a atividade sustentam a necessidade desta conscientização no ambiente escolar:

  • O Brasil ocupa a 5ª posição mundial entre as nações que mais matam mulheres.
  • O país registra um feminicídio a cada 6 horas.
  • A cada 6 minutos, uma mulher é estuprada no Brasil.
  • Homens são responsáveis por 90% dos assassinatos de mulheres e meninas.

A mobilização reuniu alunas e alunos, servidoras e servidores, que atenderam ao chamado de vestir vermelho como demonstração de união em defesa da vida das mulheres. Com a finalização da pintura, o banco torna-se um marco visual permanente no campus, simbolizando o compromisso da instituição com a equidade e garantindo que as histórias de vidas interrompidas pela misoginia sejam sempre lembradas para que não se repitam.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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