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Campus Canoas do IFRS irá viabilizar projeto de sustentabilidade para prefeitura


Projetos ambientais desenvolvidos em ações de Ensino, Pesquisa e Extensão do Campus Canoas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), já colocados em prática na unidade, passarão a ser adotados pela prefeitura de Canoas. Em reunião na manhã desta quarta-feira, dia 30, o prefeito Luiz Carlos Busato afirmou a cooperação entre as duas entidades públicas. A Escola Municipal Rio de Janeiro, no bairro Harmonia, e a Praça Attilio Luiz Longhi, localizada ao lado, receberão o auxílio tecnológico do instituto para captação de água da chuva, por exemplo.

A reunião ocorreu após as visitas da vice-prefeita, Gisele Uequed, no dia 16, e do secretário municipal do Meio Ambiente, Luiz Gustavo Rabaioli da Silva, no dia 23, ao Campus Canoas. E ambas ocasiões, os dois dirigentes se mostraram interessados nas pesquisas desenvolvidas pelo IFRS e, principalmente, por aquelas já em prática. Passadas duas semanas da visita da vice prefeita Gisele ao Campus, a parceria passou a um novo patamar. Professores e estudantes do instituto farão um levantamento de dados, tanto da escola quanto da praça, para dimensionar as ações a serem tomadas.

A viabilidade do projeto é incontestável, uma vez que o custo do projeto desenvolvido pelo IFRS é muito baixo e será fornecido gratuitamente para a prefeitura. A ideia é tornar a escola e a praça um projeto-piloto para que sejam implementadas soluções semelhantes em todas as 84 escolas municipais e em outras áreas nas quais o município tem ingerência. A questão da praça é mais premente pois foram construídos dois pequenos lagos artificiais que precisam ter a manutenção dos seus níveis de água em épocas de estiagem.

_ São lagos pequenos. A comunidade gostou da estrutura, mas nos incomoda a ideia da possibilidade de usar água tratada para mantê-los. Nesse sentido, a solução de usar água da chuva para sustentar essa estrutura é ideal _ disse o prefeito.

_ Acredito que há duas questões interessantes. Uma delas é que não necessitaria mais de água tratada para os sanitários e limpeza no que se refere à escola e a irrigação para as árvores frutíferas da praça e para os lagos. E outra é que temos muitos estudantes com projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão que necessitam de demandas reais para desenvolver seus projetos _ explicou o diretor do IFRS.

Além do prefeito Busato, estavam na reunião o secretário do Meio Ambiente e o secretário da pasta de Projetos Especiais, Odir Baccarin. Também presente no encontro, o professor Érico Kemper, colaborador do projeto Pátio de Experimentos, explicou as questões técnicas a respeito da captação da água da chuva e os dispositivos desenvolvidos pelos estudantes do IFRS para que o processo se torne mais barato e sustentável.

 

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