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IFRS TecnoParque: espaço para empresas de todos os portes, conexão com estrutura multicampi e busca por impacto social


IFRS TecnoParque, inaugurado nesta quinta-feira, 07 de maio de 2026, junto ao Campus Viamão do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), nasce como o maior parque tecnológico da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica (que soma 38 IFs, dois Cefets e o Colégio Pedro II). Essa ligação com a Rede e também a conexão com a estrutura multicampi do IFRS estão também entre os principais diferenciais do espaço. O Instituto tem 19 campi, instalados em 17 municípios gaúchos, que possuem distintos perfis e potencialidades.

O espaço funciona como um hub (espaço de integração) para gerar soluções, negócios, conhecimento e networking (rede de contatos), tendo como pilares inovação, tecnologia e impacto social. Oferece infraestrutura e incentiva ações de pesquisa, extensão e ensino, integrando as empresas residentes com servidores e estudantes do IFRS. Atualmente, são 13 empresas residentes, incluindo setores como robótica, saúde, governança pública, entre outros.

O chefe do IFRS TecnoParque, Nilson Varella Rübenich, destaca que a intenção é facilitar a ligação entre pesquisas já em desenvolvimento nos campi e o setor produtivo. De outro modo, a equipe também vai até o setor produtivo para entender necessidades e desafios tecnológicos. “A partir dessas duas vias serão realizados projetos de pesquisa, desenvolvimento de produtos e desenvolvimento de tecnologias, possibilitando essa entrega de conhecimento científico para a sociedade”, aponta.

A conexão do parque com os campi se dá por meio dos habitats de inovação e empreendedorismo, presentes na maioria das unidades. São incubadoras, Laboratórios Makers, Fablabs, laboratórios de inovação e polos de inovação. “Temos alguns projetos já em desenvolvimento com esses ambientes e a ideia é fortalecer cada vez mais.”

Nilson salienta também a preocupação com o impacto social. “Queremos pensar em tecnologia e inovação de uma forma ampliada, trabalhar com atividades que geram impacto social e desenvolvimento econômico.” Nesse aspecto, o IFRS TecnoParque busca incluir entidades e organizações que tipicamente não costumam estar em ambientes tecnológicos, como as de economia solidária e popular, tanto como residentes quanto como demandantes de desenvolvimento tecnológico e de gestão.

Em termos de infraestrutura física, as residentes podem contar com salas moduláveis; portaria/recepção e segurança; estacionamento; áreas de convivência; auditório e salas de reunião. Saiba mais no site tecnoparque.ifrs.edu.br.

 

Organizações de qualquer área e porte podem se instalar no local 

Organizações de qualquer área de atuação podem se instalar no local, sejam de produção de bens de consumo ou de serviços, de economia popular, cooperativas, entidades sociais. Como há grandes espaços e infraestrutura, o parque é adequado para companhias de todos os portes.

Para se tornar residente, é preciso enviar proposta pelo formulário eletrônico, conforme as orientações do Edital IFRS nº 01/2025, de fluxo contínuo, disponível no site ifrs.edu.br/editais. No documento são informados também os valores, conforme os espaços a serem ocupados. “O grande requisito é que essa entidade esteja disposta a uma relação com o IFRS para o desenvolvimento de ações de ensino, pesquisa ou extensão”, diz Nilson.

Nilson Rübenich conta que a perspectiva é fortalecer em especial alguns eixos nos quais a instituição atua de forma verticalizada (com a oferta de ensino desde o nível médio até a pós-graduação stricto sensu), como é o caso de informática e agropecuária. Cita ainda a indústria criativa, pois junto ao parque funciona o Tecna – Centro de Produção Audiovisual do Rio Grande do Sul (saiba mais a seguir).

Empresas residentes no local destacam diferenciais da instalação em um parque tecnológico. Estar em um ambiente de inovação pode representar, por exemplo, segurança para o crescimento. Bruno Vaz de Souza, gerente de operações e engenharia da Instor, empresa de robótica situada no IFRS TecnoParque, avalia: “Os principais benefícios de um parque de inovação tecnológica são a versatilidade e adaptação de estruturas que propiciam à empresa um crescimento mais orgânico. Estruturas físicas, rotinas, adaptações e contato com outros profissionais enriquecem e otimizam esse período.”

Moldar uma cultura organizacional baseada na melhoria contínua e no uso da tecnologia são outras características que podem ser estimuladas em um parque tecnológico. Rafael Heck, diretor executivo da DHMed, empresa de soluções hospitalares também residente do IFRS TecnoParque, cita como benefícios “o acesso facilitado a redes de colaboração, a proximidade com instituições de ensino e pesquisa, além de um ambiente propício à inovação”, e complementa: “Isso favorece o desenvolvimento de parcerias estratégicas, a criação de novas soluções e a constante atualização da empresa”. Ele acrescenta que a proximidade com os estudantes do IFRS é outro diferencial relevante. Várias empresas residentes, inclusive a DHMEd, possuem estagiários oriundos da instituição.

 

Tecna fortalece a economia criativa no IFRS TecnoParque

Integrado ao ambiente de inovação do parque, o Tecna – Centro de Produção Audiovisual do Rio Grande do Sul se consolida como um dos principais diferenciais do IFRS TecnoParque na área da economia criativa. O espaço é referência na América Latina em produções cinematográficas e de campanhas publicitárias. Incorporado à estrutura do IFRS após a aquisição do espaço que pertencia ao Tecnopuc, o Tecna mantém sua vocação original voltada à produção audiovisual para cinema, televisão e conteúdos multiplataforma.

O centro conta com infraestrutura profissional, incluindo estúdios de gravação de diferentes portes, camarins, áreas de apoio e salas de pós-produção de som e imagem, com tecnologia de ponta como Dolby Atmos (tecnologia de som que cria uma experiência mais realista e envolvente para áudio cinematográfico). Essa estrutura permite atender desde produções publicitárias e institucionais até longas-metragens, documentários e séries.

Além de impulsionar o setor produtivo, o Tecna vem sendo utilizado em visitas técnicas, disciplinas e projetos de cursos como Produção Multimídia e Produção de Áudio e Vídeo, aproximando estudantes de sets profissionais e empresas do setor. Saiba mais no site tecna.ifrs.edu.br.

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