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Desafios e especificidades da nova legislação da EJA são debatidos na aula inaugural do curso de pós-graduação


Desafios e especificidades da nova legislação da EJA são debatidos na aula inaugural do curso de pós-graduação
A aula de abertura do curso de Pós-graduação em Educação Básica e Profissional do Campus Osório reuniu estudantes e interessados para analisar de forma prática as novas diretrizes operacionais nacionais para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), consolidadas pela Resolução CNE/CEB nº 3/2025. O evento foi realizado na noite de 16 de abril, no Auditório Agnes Schmeling, e oficializa o início do período letivo para a turma de 2026.

A palestra da professora Sita Mara Lopes Sant’Anna, do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGED) da UERGS, pesquisadora na temática da Educação de Jovens e Adultos, trouxe para o debate os principais pontos da atualização da legislação da EJA. O documento publicado no dia 9 de abril busca equilibrar uma conta que não fecha: a queda de matrículas na modalidade e o fechamento de turmas, frente a um universo de 50 milhões de pessoas que não concluíram o ensino fundamental no Brasil.

A docente iniciou sua apresentação com um panorama geral e histórico da legislação da educação brasileira e suas implicações para a EJA, trazendo ao final as questões atuais da legislação e seus impactos diretos para as instituições e os docentes que atuam nessa modalidade de ensino.

A coordenadora do curso de pós-graduação, professora Elisa Daminelli, destacou a importância da aula inaugural para os estudantes da pós-graduação e das licenciaturas, uma vez que o tema da EJA é relevante dentro da formação inicial e continuada de professores, e também a importância da temática do evento em um momento em que o Campus Osório elabora uma proposta de curso PROEJA – Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos.

Mais sobre a atualização na legislação da EJA

As novas diretrizes operacionais nacionais se inserem no âmbito da garantia do direito à educação na juventude e na vida adulta, incluindo as pessoas idosas. Ao instituí-las, o Ministério da Educação (Mec) atende ao compromisso de orientar e estimular políticas, programas, práticas e investimentos para que a EJA seja instrumento de transformação social e redução das desigualdades.

Desta forma, a resolução visa garantir o acesso à educação básica para jovens, adultos e idosos, ampliando as possibilidades de ingresso e permanência, e considerando as especificidades e a diversidade sociocultural do público atendido pela EJA.

 

> Principais aspectos da legislação EJA (2025-2026):

Flexibilidade curricular – autoriza modelos presenciais, híbridos e a distância, adaptando-se à rotina de trabalho dos alunos;
EaD com presença obrigatória – para avaliações e atividades, com regras mais rígidas para novos polos;
Qualificação profissional – articulando a formação básica à áreas técnicas, com a valorização da experiência de vida dos estudantes;
Pé-de-Meia na EJA – estende o programa de incentivo financeiro (bolsa permanência), visando combater a evasão escolar.
Proteção de turmas – estabelece critérios mais rigorosos para o fechamento de turmas presenciais;
Pacto nacional – estrutura ações para a EJA, em um movimento de superação do analfabetismo;
Gestão – criação da plataforma digital unificada CadEJA (Cadastro da Educação de Jovens e Adultos) para organização nacional da oferta de cursos e identificação de alunos que buscam vagas.

> Leia mais em https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2025/abril/cne-institui-novas-diretrizes-operacionais-para-a-eja

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