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3ª Parada Livre reúne comunidade acadêmica e público externo no Campus Osório


3ª Parada Livre reúne comunidade acadêmica e público externo no Campus Osório

O IFRS – Campus Osório promoveu, nos dias 26 e 29 de junho, a 3ª Parada Livre, iniciativa organizada pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gênero e Sexualidades (NEPGS) em alusão ao Mês do Orgulho LGBTQIAPN+. Com uma programação que integrou rodas de conversa, apresentações artísticas, homenagens e palestra, o evento promoveu momentos de diálogo, reflexão e expressão cultural sobre direitos humanos, diversidade e respeito às diferenças.

A edição de 2026 marcou um momento importante na história da Parada Livre do Campus Osório. Pela primeira vez, a programação contou com atividades abertas à comunidade externa, ampliando a participação do público no evento e aproximando ainda mais a instituição da comunidade.

Esse evento evidenciou a importância do envolvimento de estudantes, servidores, artistas e instituições parceiras na construção de uma programação voltada ao diálogo e à valorização da diversidade. As diferentes atividades mostraram como a arte, a cultura e a educação podem contribuir para a reflexão sobre direitos humanos e respeito às diferenças.

 

  • Roda de conversa do turno da tarde

As atividades tiveram início às 16h15 do dia 26 de junho, com o espetáculo musical “A Resistência por Todas as Formas de Amor”, apresentado pelos estudantes do Ensino Médio Integrado, Samuel Gomes (INFO) e Helena Domingues Cruz (ADM) e Maurício Martinse do curso de Licenciatura em Letras Português/Inglês, integrantes da banda Chroma, grupo musical vinculado ao projeto de ensino “Incubadora Sonora: prática de conjunto musical no Ifrs Campus Osório“. Por meio da música, o trio trouxe ao público uma mensagem de valorização da diversidade, do respeito e da liberdade de amar.

Na sequência, foi realizada uma roda de conversa conduzida pela drag performer Slyce, interpretada por Pedro Henrique Campos Hablich, que compartilhou experiências e promoveu reflexões sobre identidade, diversidade, cidadania e direitos da população queer. No palco, a atividade contou também com a participação de estudantes do campus representando as variadas letras da sigla LGBTQIAPN+, que integraram a roda de conversa. O encontro reuniu professores, técnicos administrativos e estudantes em um espaço de escuta, acolhimento e troca de experiências, reforçando a importância do diálogo na construção de ambientes educacionais mais inclusivos.

 

  • Atividades abertas ao público no noturno 

A partir das 19h, o Campus Osório recebeu estudantes, servidores e visitantes da comunidade externa para uma programação cultural diversificada. O público foi recepcionado com pinturas faciais e pôde visitar bancas expositoras que permaneceram abertas durante todo o evento, valorizando o trabalho de artistas, artesãos e iniciativas ligadas à diversidade. Durante a abertura, foi destacada a importância do Mês do Orgulho LGBTQIAPN+ e o significado das Paradas Livres como manifestações em defesa da igualdade de direitos, da visibilidade e do combate às diferentes formas de discriminação. 

A estudante da Licenciatura em Letras Verônica Maves, integrante do NEPGS e da comissão organizadora, recepcionou os participantes no auditório Agnes Schmeling com a leitura de um conto de sua autoria. Em seguida, o diretor-geral pro tempore do Campus Osório, Marcelo Paravisi, realizou a abertura oficial do evento.

Segundo Verônica, sua trajetória no Campus Osório foi essencial para que se tornasse a pessoa que é: “Através das ações organizadas pelo NEPGS e estudantes LGBT, pude ver que o mundo poderia ser muito mais colorido do que pensei. Para mim e para muitos outros estudantes LGBT a parada livre não é só uma festa, mas espaço de luta, de afirmação da diversidade. E esse ano ela foi aberta à comunidade, estendendo essa luta para fora do campus e trazendo para dentro as pessoas que precisam saber não estarem sozinhas”.

O evento contou com falas de representantes de discentes, docentes e técnicos adiministrativos do NEPGS, da Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da OAB Tramandaí, Workroom e da Organização da Parada Livre de Tramandaí, intercalando com momentos de fala e conscientização com intervenções artísticas protagonizadas pelas performances das Drags Queens Abigail Foster, cerimonialista do evento interpretada pelo artista Gengiscan Pereira Silva, Slyce, performada pelo artista Pedro Hablich, e J-Low K, do artista João Vitor Rodrigues, que levaram ao palco apresentações marcadas pela música, pela dança e pela expressão artística.

Para encerrar a programação de eventos da noite, o estudante da Licenciatura em Letras e integrante dos grupos instrumentais Gaia e Chroma, Maurício Martins, apresentou o espetáculo musical “Amores Censurados”. Trazendo canções de artistas queers censurados durante a ditadura militar, ele emocionou o público com um repertório dedicado às diferentes formas de amor e às histórias de resistência da população LGBTQIAPN+.

Um dos momentos emocionantes da noite foi a homenagem promovida pelo NEPGS à professora Cátia Eli Gemelli, atualmente docente do IFRS – Campus Porto Alegre e ex-professora do campus. Ela foi reconhecida por sua contribuição para a criação e o fortalecimento das ações do NEPGS no Campus Osório, bem como o apoio dedicado aos estudantes LGBTQIAPN+ ao longo de sua trajetória na instituição. Cátia recebeu uma coroação simbólica, celebrando o vínculo construído com a comunidade acadêmica e sua atuação em ações voltadas às temáticas de gênero, sexualidade, inclusão e direitos humanos.

Ao longo de toda a programação, o público também visitou as bancas das iniciativas TransTornado, com produtos autorais como camisetas e artes, e K-Trecos e Mimos, especializada em artesanato e bottons.

 

  • Palestra e encerramento do evento

As atividades da 3ª Parada Livre foram concluídas na manhã do dia 29 de junho com a palestra “Existir é Resistir: experiências e reflexões sobre a diversidade”, ministrada pela assistente social Simone Mallmann (especialista em saúde mental e terapeuta sistêmica, membra da equipe de saúde mental no Miss Universo Trans Brasil). O encontro promoveu um momento de reflexão sobre as vivências da população LGBTQIAPN+, abordando desafios, conquistas e a importância da construção de espaços pautados pelo respeito, pela equidade e pela valorização da diversidade.

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