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Mesa redonda e sarau-intervenção marcam o Julho das Pretas


Mesa redonda e sarau-intervenção marcam a recepção para o mês do Julho das Pretas

O projeto de ensino “Linguagens e Identidade: Raça, Classe e Educação Étnico-Racial no Brasil”, em parceria com o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) do Campus Osório, promoveu atividades em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, comemorado no dia 25 de julho.

Com uma mesa redonda e um sarau-intervenção, realizados no dia 30 de junho, a comunidade escolar recepcionou o mês intitulado Julho das Pretas. A denominação foi criada em 2013 pelo Instituto Odara, com o propósito de concentrar debates, marchas e eventos culturais para combater o racismo e o sexismo e fortalecer a luta das mulheres negras.

As ações ocorram no início da tarde no Auditório Agnes Schmeling do campus com a presença de três turmas dos cursos técnicos integrados ensino médio e três docentes da instituição. O evento iniciou com a apresentação que deu voz às pensadoras afro-brasileiras Djamila Ribeiro, Conceição Evaristo e Sueli Carneiro, representadas pelas bolsistas voluntárias, Lívia Santiago e Roseana Caetano, e pela participante, Lívia Siqueira.

Após se apresentarem como as filósofas e citarem seus escritos, foi realizada a mesa redonda mediada pelo professor e coordenador do projeto, Nathan Barcellos. Após os debates e perguntas do público foram distribuídas citações de mais de 15 mulheres negras afrolatino-americanas e a realizada a leitura em conjunto das contribuições como proposta de reflexão sobre ensino, raça, classe e justiça social no contexto social e escolar brasileiro.

A ação teve como objetivo construir conjuntamente uma sociedade mais justa e igualitária, consonante com os preceitos das bases educacionais e legais brasileiras, e também de desempenhar o papel de conscientizar os estudantes sobre diversidade, contexto sócio-cultural brasileiro e sobre intelectuais relevantes na atualidade.

 

Sobre a data 

O dia 25 de julho celebra a resistência e o protagonismo e destacam duas frentes fundamentais: é o marco do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, instituído em 1992 na República Dominicana, e do Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra no Brasil, oficializado pela Lei 12.987/2014.

A data internacional foi estabelecida durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em 1992. O objetivo foi reunir mulheres de diversos países para debater o racismo, o machismo e construir estratégias de visibilidade e articulação política.

O reconhecimento nacional homenageia Tereza de Benguela, líder do Quilombo do Quariterê (localizado no atual estado do Mato Grosso) durante o século XVIII. Após a morte de seu companheiro, ela assumiu a liderança do quilombo e resistiu à escravidão por duas décadas, estruturando um modelo de governo com defesa armada, agricultura e produção de tecidos.

 

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