Evento
Setembro Surdo promove reflexões sobre história, cultura e direitos da comunidade surda
Um evento alusivo ao Setembro Surdo movimentou o IFRS – Campus Osório na última quarta-feira, 30 de setembro de 2016. Denominado “Conscientização e inclusão da comunidade surda” e organizado pelo Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNE), o encontro mobilizou estudantes e servidores nos turnos da manhã, da tarde e da noite com oficinas práticas e palestras. O objetivo foi aproximar a comunidade cultura surda e mostrar como a inclusão pode ser colocada em prática no cotidiano da escola.
Durante o dia, os estudantes do Ensino Médio Integrado participaram de quatro oficinas dinâmicas ministradas por docentes, técnicos-administrativos e bolsistas, que misturaram conteúdos das aulas com a linguagem visual. O formato da programação foi aprovado pela maioria dos estudantes como uma oportunidade direta de aprender mais sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) de forma acessível e divertida.
Na atividade Aprendendo o básico de Libras, ministrada por alunos da Licenciatura em Letras, foram ensinados os primeiros sinais e conceitos da língua. Já em Química com Batalha Naval, os alunos aprenderam conceitos da disciplina durante o jogo, unindo o aprendizado de Libras à diversão. A oficina Matemática com Dobradura de Papel promoveu o ensino da mamatética de forma visual utilizando o programa de computador GeoGebra. E a proposta Poesia em Libras foi voltada para a arte e a literatura, mostrando como a Língua Brasileira de Sinais expressa sentimentos usando a linguagem do corpo e do rosto.
Um coffee break integrou convidados, servidores, bolsistas e colaboradores do projeto de extensão Setembro Surdo, de organização do evento, no gabinete da Direção-geral antes da programação da noite, que seguiu com a apresentação cultural da canção “De janeiro a janeiro” em Libras por estudantes do 5º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Osvaldo Amaral.
Na sequência foi realizada a palestra intitulada “Conhecer a História Surda é transformar a legislação em prática escolar”, ministrada pelo Prof. Dr. Valter Lenine Fernandes, diretor-geral do Campus Sapiranga do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSUL). Em sua exposição, o docente enfatizou a relevância de se compreender as lutas históricas da comunidade surda para que a legislação inclusiva se efetive de maneira plena na prática pedagógica em sala de aula.
O evento encerrou com o painel “Da história à prática: cultura surda, direitos e educação inclusiva”, que reuniu o professor Valter com as docentes surdas Ágatha Kussler Dias e Franciele Flor. Com mediação da professora Dra. Aline Dubal Machado, do Campus Osório, o debate abordou os desafios do ensino, a importância de respeitar a língua de sinais e como a escola pode ser cada vez mais acessível para todos. Em meio aos agradecimentos finais foi realizada uma homenagem às intérpretes que atuavam no evento em celebração ao Dia do Internacional do Tradutor e Intérprete de Libras, comemorado no dia 30 de setembro.














