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Livros oferecem planos de aula de literatura e inglês para professores e estudantes de licenciatura
O potencial de textos literários é explorado em duas obras de professores e estudantes do Campus Osório, do curso de Licenciatura em Letras Português/Inglês. Nos livros, contemplados com auxílio financeiro do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) para publicação de produtos bibliográficos, a literatura é utilizada como ferramenta para o planejamento de aulas, que desmistifica o ensino de inglês e provoca reflexões e críticas sociais. Ambas estão disponíveis para download gratuito no Repositório Institucional do IFRS e uma delas para consulta física na Biblioteca do campus.
“Ensino de inglês com literatura na prática”, do professor Mateus da Rosa Pereira, e da estudante Sheila Roberta Schweig, traz 30 planos de aula (metade com narrativas, metade com poemas) desenvolvidos com base em uma sólida fundamentação teórica e metodológica, oferecendo princípios e estratégias que orientam professores interessados em utilizar a literatura em suas aulas de língua inglesa.
Segundo o docente, “a publicação surge da necessidade de preencher uma lacuna existente, que é a carência de materiais e princípios específicos focados na integração efetiva entre os elementos linguísticos e literários no ensino de língua estrangeira, além de destacar o potencial da literatura, que pode enriquecer de forma significativa o ensino de língua inglesa como língua estrangeira, assim como já acontece no ensino de língua materna“.
Já em “Educação Literária: reflexões e propostas para o ensino da literatura brasileira contemporânea”, o propósito é inspirar professores e outros leitores interessados nas dinâmicas do ensino de Literatura com planos de aula que utilizam debates atuais, com apoio de outras mídias (filmes, novelas, arte em geral), para alavancar o senso crítico e o pensamento questionador em sala de aula. O livro organizado pela professora Débora Almeida de Oliveira e as estudantes Fabíola Pelissoli Ferri, Gabriela Hahn Pedroso e Vitória Plautz Gerhardt, traz a obra literária como uma produção cultural que representa aspectos sociais.
Autora do capítulo “Narrativas de resistência: racismo estrutural e violência policial em o avesso da pele” e com duas publicações no currículo durante sua trajetória no campus, a já egressa Vitória Gerhardt avalia que o destino tratou de entrelaçar suas experiências. “Por obra do acaso, o local onde atuo e meu capítulo se relacionam. Quando eu escrevi, jamais imaginaria que daria aula em uma escola localizada em um quilombo”, conta a jovem, que é professora de língua portuguesa, língua inglesa, literatura e redação na Escola Estadual Quilombola de Ensino Médio Santa Teresinha, de Morro Alto. O plano de aula que desenvolveu, a partir de trechos da obra O avesso da pele, de Jeferson Tenório, foi escolhido, segundo ela, pela reflexão crítica potente e pelo gosto de trabalhar a pauta racial e a educação para as relações étnico-raciais (ERER).
O edital PROPPI Nº 03/2025 selecionou 17 obras de servidores do IFRS, das quais nove receberam apoio financeiro – totalizando os R$ 30 mil de recurso total previsto para a ação.