Geral
Professor do campus é selecionado para programa nacional de formação científica
Docente da área de química do Campus Feliz, o professor Fellipe Freire Santos de Farias foi selecionado para participar da 8ª edição da Escola Sirius para Professores do Ensino Médio (ESPEM 2026), realizada entre os dias 12 e 17 de janeiro, no campus do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP). A iniciativa reuniu educadores de todo o Brasil para uma imersão em ciência, tecnologia e práticas pedagógicas inovadoras.
O processo seletivo contou com mais de 600 inscritos de diferentes regiões do país, sendo escolhidos apenas 60 professores das áreas de Física, Química e Biologia. A seleção considerou critérios como atuação no Ensino Médio, carta de motivação, experiência docente, participação em projetos educacionais e potencial de aplicação dos conhecimentos adquiridos em sala de aula. 
Durante a programação, os participantes tiveram acesso a uma agenda intensa, composta por palestras, oficinas e visitas técnicas aos laboratórios nacionais que integram o CNPEM: o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) e o Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR).
Um dos destaques da formação foi a visita ao Sirius, considerada a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil. O equipamento é utilizado em pesquisas avançadas nas áreas de materiais, saúde, energia e meio ambiente, permitindo aos professores conhecer de perto a produção científica de ponta realizada no país.
Além das atividades técnicas, a programação contou com a participação de pesquisadores e gestores científicos, que abordaram temas como luz síncrotron, nanotecnologia, biotecnologia, instrumentação científica e inovação. Mesas-redondas sobre ensino de Ciências e divulgação científica também proporcionaram momentos de troca de experiências entre educadores de diferentes contextos. 
Para o professor Fellipe, a experiência foi “extremamente positiva e transformadora, tanto do ponto de vista científico quanto pedagógico. O contato direto com pesquisas de ponta e com a infraestrutura do CNPEM amplia as possibilidades de contextualização dos conteúdos trabalhados em sala de aula, contribuindo para tornar o ensino de Química e Ciências mais atual, investigativo e conectado com a realidade da produção científica brasileira. A formação também fortalece a rede de colaboração entre professores, permitindo a troca de estratégias didáticas e o desenvolvimento de novas abordagens para o ensino”.
A ESPEM é uma iniciativa do CNPEM, com apoio da Sociedade Brasileira de Física (SBF), voltada a professores de Física, Química e Biologia que atuam no Ensino Médio, tanto na rede pública quanto privada.