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Empatia: palavra-chave para a inclusão


Comunicação e expressão são bases do processo de ensino e aprendizado para a inclusão das pessoas surdas, não só nas instituições de ensino, como também na comunidade. Foi com esta certeza que o curso de extensão de Introdução a Libras buscou dialogar e proporcionar a formação da Língua Brasileira de Sinais.

O projeto foi desenvolvido durante o mês de outubro e novembro de 2018, com aulas nas quartas-feiras, com temáticas diferenciadas a partir de situações do cotidiano dos surdos.

“Foi pouco tempo, mas o que me chamou bastante atenção é que cada um tem um ponto de vista diferente sobre a educação especial, isso acaba sendo marcante, porque depois a gente vai trabalhar com os alunos e talvez não saiba se colocar no lugar dele. Então isso foi especial na medida de entender essa realidade”, fala a estudante do 4º semestre de Letras do Campus Feliz, Emanuele Pedroso.

A professora Alessandra Ferreira avalia de forma proveitosa a participação na atividade, já que “como leiga achei que abriu bastante os horizontes e, de uma forma simples, o professor conseguiu passar noções básicas para nós, com tópicos do dia a dia”. A professora ainda comenta que o aprendizado deve ser constante, pois “eu não me sinto segura para trabalhar com libras, pretendo continuar me aperfeiçoando na língua”, finaliza.

“Além de conhecer a língua, tem que ter empatia, tem que ter uma identificação com a questão da inclusão, do diferente, tentar nos colocar no lugar do outro”, observa a psicóloga Leticia Van Grol. “Como profissional a gente sabe o quanto são importantes a identificação e o interesse dos profissionais com a libras. Espero que tenham outras oportunidades, porque mesmo sendo algo introdutório, na região não temos nenhum curso desses e acaba sendo fundamental para quem busca esse aprendizado”.

Além da prática e do ensino da Libras, o curso também permitiu o contato da comunidade com o IFRS, aspecto destacado pela aluna do 4º ano do curso Técnico em Química Integrado ao Ensino Médio, Luana Finckler, quando fala que acha “muito importante do IFRS ter proporcionado esse curso, principalmente com a participação da comunidade externa. A gente tem professor aqui, tem intérprete, isso também mostra que o IF tem a preocupação com a inclusão e com atender mais pessoas conforme as suas necessidades”.

Como comenta o professor Rafael Straiotto Mindin, coordenador da ação, o desejo é que “a Libras faça parte da nossa região, da nossa vida, que nós possamos ter sempre a empatia pelo outro. Esse curso é apenas um começo, uma sensibilização para que nós possamos juntos fazer um trabalho melhor e diminuir as barreiras comunicativas existentes hoje entre o mundo dos ouvintes e o dos surdos”.

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