Geral
Pomar do IFRS Campus Ibirubá alia formação prática em fruticultura e produção de alimentos
O cultivo de frutas no IFRS Campus Ibirubá vai além da produção de alimentos. Com aproximadamente um hectare de pomares, a instituição utiliza o espaço como ambiente de aprendizagem para estudantes dos cursos Técnico em Agropecuária integrado ao Ensino Médio e Bacharelado em Agronomia. Nas aulas práticas, os estudantes acompanham diferentes etapas do desenvolvimento das frutíferas e aprendem técnicas de manejo utilizadas na produção comercial.
A área conta com espécies como pessegueiros, nectarineiras, videiras, goiabeiras e citros. O espaço permite que os estudantes relacionem os conhecimentos teóricos às atividades realizadas no campo, desde a identificação das espécies até a aplicação de técnicas de poda, raleio de frutos e monitoramento de pragas.
Segundo a professora Nidgia Nicolodi, responsável por disciplinas relacionadas à fruticultura, as atividades são desenvolvidas de acordo com o nível de formação dos estudantes. No curso Técnico em Agropecuária, a disciplina de Silvicultura e Fruticultura aborda tanto as espécies comerciais quanto as frutíferas nativas, como a pitangueira, considerando seu potencial produtivo e sua importância ecológica.
Os estudantes também aprendem a identificar práticas que podem ser aplicadas em diferentes sistemas de cultivo, desde pequenas propriedades rurais até produções comerciais de maior escala.
Já no curso de Agronomia, a disciplina de Fruticultura aprofunda os conhecimentos científicos relacionados à produção. Entre os conteúdos abordados estão a utilização de hormônios vegetais para estimular a saída do período de dormência das plantas, o manejo da fertilidade do solo, a adubação com micronutrientes e o melhoramento genético das espécies frutíferas.
Técnicas de poda contribuem para a produtividade e a qualidade dos frutos
Uma das principais atividades desenvolvidas no pomar é o estudo dos sistemas de condução e poda das frutíferas. Essas técnicas permitem controlar o crescimento das plantas, facilitar os manejos e melhorar as condições para o desenvolvimento dos frutos.
Na goiabeira, por exemplo, os estudantes observam a aplicação da poda de formação em formato de taça. A técnica consiste em orientar o crescimento dos ramos para manter a parte central da copa mais aberta, favorecendo a entrada de luz solar e a circulação de ar.
De acordo com Nidgia, esse manejo também pode contribuir para reduzir a ocorrência de doenças, como a ferrugem, além de facilitar a colheita e os demais cuidados com a planta.
“Essa é uma estratégia que os agricultores da região podem realizar, assim como quem tem uma frutífera no quintal ou no jardim”, explica a professora.
Outros sistemas de condução também são utilizados nas atividades práticas. Nas ameixeiras, os estudantes conhecem a formação em vaso moderno, que favorece a entrada de luz e a circulação de ar entre os ramos. Já nos pessegueiros, é possível observar o sistema de condução em Y, que organiza a estrutura da planta para sustentar a produção de frutos.
As diferentes técnicas permitem compreender como a formação das plantas influencia o espaçamento entre árvores, a resistência dos ramos, a produtividade e a execução de atividades como podas de frutificação, podas de limpeza e raleio.
Produção atende à alimentação dos estudantes e à comunidade![]()
Além da utilização nas atividades acadêmicas, os pomares contribuem para o abastecimento de alimentos no Campus Ibirubá. Em condições climáticas favoráveis, a produção anual de pêssegos e nectarinas fica entre 800 e 1.000 quilos, enquanto a de citros chega a aproximadamente 4.500 quilos.
Nos últimos anos, entretanto, as condições climáticas adversas têm afetado a produção, provocando variações no volume de frutas colhidas.
Parte da produção é destinada à alimentação dos estudantes, por meio da merenda escolar e do refeitório institucional. O excedente é comercializado para a comunidade local. Os valores arrecadados são recolhidos à União e posteriormente retornam para investimentos no próprio Campus.
A manutenção dos pomares é realizada por servidores técnicos em agropecuária, engenheiro agrônomo e trabalhadores terceirizados. Os estudantes também participam dos cuidados com as plantas durante as aulas práticas, respeitando as necessidades de manejo de cada espécie e as diferentes etapas do ciclo produtivo.
Embora atualmente seja utilizado principalmente para atividades de ensino, o pomar também está disponível para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão. Dessa forma, a área reúne condições para a formação técnica e científica dos estudantes e para o desenvolvimento de iniciativas relacionadas à produção de frutas na região.

