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Documento orientador apresenta diretrizes para inclusão de perspectivas femininas nos currículos da educação básica
O documento orientador “Inclusão nos conteúdos curriculares da educação básica de abordagens fundamentadas nas experiências e nas perspectivas femininas” foi publicado na sexta-feira, 6 de março de 2026. O material integra a Instrução Normativa Proen nº 01/2026 e reúne orientações para a adequação dos Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs) dos campi do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), para a inclusão de conteúdos curriculares e abordagens fundamentadas nas experiências e nas perspectivas femininas.
Sobre o documento
O lançamento ocorre no contexto das atividades relacionadas ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. O documento foi elaborado de forma colaborativa por profissionais de diferentes áreas do conhecimento do IFRS. Reúne referências legais e pedagógicas e busca orientar os campi na revisão e adequação dos currículos da educação básica ofertada pela instituição.
Entre os conteúdos abordados estão orientações sobre a inclusão de perspectivas femininas nos currículos da educação básica, além de indicações para o tratamento do tema como eixo transversal nas práticas curriculares.
O texto foi elaborado para apoiar a implementação da Lei nº 14.986/2024 que determina a inclusão obrigatória de abordagens fundamentadas nas experiências e nas perspectivas femininas nos conteúdos curriculares do ensino fundamental e médio. Essa lei também institui a Semana de Valorização de Mulheres que Fizeram História no âmbito das escolas de educação básica do país.
Outras iniciativas
A normativa também se soma a outras iniciativas do IFRS relacionadas à promoção da igualdade de gênero e ao enfrentamento de violências.
Entre elas está a Política Institucional de Prevenção e Combate ao Assédio e à Violência, lançada em 2020, reúne princípios para orientar ações institucionais e o acolhimento de vítimas. A política é complementada pela Instrução Normativa nº 006/2022, que estabelece fluxos e procedimentos para o acolhimento e a realização de denúncias. Em 2025, a instituição também lançou o Plano Setorial de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação, com ações, resultados esperados e mecanismos de monitoramento.
O IFRS também produziu materiais de apoio para atividades educativas, como a Cartilha de enfrentamento às violências de gênero e o e-book “Letramento de Gênero e Sexualidade”, que reúne conceitos sobre gênero e sexualidade.
A instituição conta ainda com Núcleos de Estudos e Pesquisas em Gênero e Sexualidade (NEPGS) em suas unidades desde 2014 e com a Assessoria de Gênero e Sexualidade (AGS), criada em 2022. Esses setores promovem ações formativas, campanhas, pesquisas e publicações sobre o tema. Em 2025, a AGS realizou a pesquisa “Delineamento do Perfil dos Estudantes e Servidores do IFRS para a Promoção de Políticas de Combate ao Assédio e à Violência de Gênero”, cujos resultados estão em fase de organização.
Entre outras ações, o IFRS também participa da oferta do Programa Mulheres Mil, voltado à qualificação profissional de mulheres. Em 2024, a instituição recebeu o Prêmio Mulheres na Ciência, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em reconhecimento a iniciativas relacionadas à equidade de gênero. Em 2025, foi lançado o Edital Mulheres e Meninas na Ciência, com apoio financeiro para projetos de pesquisa e inovação coordenados por servidoras mães, com participação de estudantes meninas ou mulheres.
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