Evento
Semana do Patrimônio Cultural 2026 promove integração entre educação, memória, diversidade e identidade em Erechim
Programação realizada pelo Campus Erechim integrou ações municipais de valorização do patrimônio cultural, reunindo oficinas, exposições, manifestações culturais, atividades educativas e experiências de interação com a comunidade
Entre os dias 18 e 23 de agosto de 2026, o Campus Erechim do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) promoveu uma programação especial alusiva à Semana do Patrimônio Cultural 2026, em diálogo com a programação realizada pelo município de Erechim, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Economia Criativa.
A iniciativa teve como propósito ampliar a reflexão sobre o patrimônio cultural e estimular o reconhecimento das diferentes formas de expressão que constituem a história e a identidade de Erechim. Ao longo das atividades, foram abordados aspectos relacionados à memória, às tradições, aos saberes e fazeres, às manifestações culturais, à diversidade, ao patrimônio histórico e às práticas que integram o cotidiano das comunidades.
A programação reuniu rodas de conversa, oficinas, palestras, exposições, apresentações culturais, feira de produtos agroecológicos, artesanato, jogos educativos e vivências culturais, envolvendo estudantes, servidores, instituições de ensino, coletivos culturais e comunidade externa.
A participação do IFRS nesse movimento de valorização do patrimônio cultural reforça o papel da instituição na articulação entre ensino, pesquisa, extensão e cultura, aproximando o conhecimento acadêmico dos saberes construídos pelas comunidades e contribuindo à formação cidadã.
Cultura afro-brasileira e valorização da diversidade
As atividades tiveram início no dia 18 de agosto, com a Roda de Conversa “Cores e Estampas da Cultura Afro-Brasileira”, que promoveu um espaço de diálogo sobre história, identidade, representatividade e manifestações da cultura afro-brasileira.
A atividade possibilitou aos participantes refletir sobre a presença e a importância das culturas de matriz africana na formação da sociedade brasileira, contribuindo para o reconhecimento da diversidade cultural e para a valorização dos saberes e das identidades afro-brasileiras.
Na sequência, foi realizada a Oficina de Turbantes, proporcionando aos participantes uma experiência prática relacionada a essa manifestação cultural. A atividade possibilitou abordar os significados históricos, culturais e identitários associados aos turbantes, valorizando o conhecimento e a transmissão de saberes.
Brinquedos, brincadeiras e fontes históricas
No dia 19 de agosto, a programação teve início com a Oficina “Brinquedos e Brincadeiras como Patrimônio Cultural”, realizada com a participação da Escola José Bonifácio. A atividade destacou as brincadeiras tradicionais como importantes formas de expressão cultural e de transmissão de conhecimentos entre gerações. O resgate de brinquedos e brincadeiras permitiu refletir sobre a importância das experiências vivenciadas na infância para a construção da memória individual e coletiva.
Ainda no dia 19, a programação contemplou atividades voltadas à relação entre patrimônio, memória e história, incluindo palestra “Patrimônio histórico escolar do IFRS”, com Marcelo Vianna, Presidente da Comissão Central do NuMem, e a oficina “Patrimônio e Uso de Fontes Históricas”, ministrada por Fábio Roberto Krysczak, do Núcleo de Memória (NuMem) do Campus Erechim.
As atividades contribuíram para aproximar os participantes de diferentes formas de registro e interpretação da história, evidenciando a importância da preservação das fontes históricas para a compreensão do passado e para a construção das memórias do presente.
Capoeira, percussão, artesanato e sabores da tradição
No dia 20 de agosto, a programação destacou manifestações culturais afro-brasileiras com a participação do Coletivo de Capoeira Angola D’Povo. A atividade contou com apresentação de capoeira e oficina de percussão, proporcionando ao público contato com manifestações que articulam movimento, música, ancestralidade, memória e identidade. A presença do coletivo contribuiu para valorizar a capoeira como importante expressão da cultura afro-brasileira e como patrimônio cultural.
Também foi realizada a Exposição de Artesanato dos Estudantes do Núcleo de Arte e Cultura (NAC), apresentando produções desenvolvidas pelos estudantes e valorizando a criatividade, os saberes e os fazeres artesanais como formas de expressão cultural. A exposição possibilitou dar visibilidade às produções dos estudantes e evidenciar que o patrimônio cultural também se manifesta por meio do fazer, da criatividade, da experimentação e da transmissão de conhecimentos.
Outro destaque foi a Feira de Produtos Agroecológicos (IFeira), com a edição especial “Sabores da Tradição”, realizada das 15h às 19h. A atividade promoveu a degustação de produtos caseiros e o compartilhamento de receitas, valorizando conhecimentos relacionados à alimentação, à agricultura, aos modos de produção e às tradições familiares e comunitárias.
Já a exposição “Cultura e inclusão no Rio Grande do Sul”, organizada pelo Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNE), destacou artistas e coletivos de pessoas com deficiência (PcDs) na cultura gaúcha.
IFRS e comunidade em diálogo pela valorização do patrimônio cultural
A programação realizada pelo Campus Erechim esteve inserida em um contexto mais amplo de valorização do patrimônio cultural promovido pelo município de Erechim durante o mês de agosto. A Semana do Patrimônio Cultural de Erechim, promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Economia Criativa, reuniu exposições, oficinas, palestras, manifestações artísticas e culturais e ações voltadas ao patrimônio material e imaterial, à memória e à economia criativa.
Entre as ações municipais estiveram atividades relacionadas ao patrimônio arquitetônico, à memória histórica, às manifestações culturais de diferentes grupos étnicos, à cultura afro-brasileira, ao patrimônio imaterial e à economia criativa. A programação também contemplou exposições, feira criativa e atividades culturais na Praça Prefeito Jayme Lago, aproximando a população dos diferentes patrimônios que contribuem para contar a história e formar a identidade de Erechim.
Nesse contexto, a participação do IFRS contribuiu para ampliar o alcance das ações de educação patrimonial, estabelecendo uma conexão entre o ambiente escolar e acadêmico e os espaços de cultura e convivência do município.
Patrimônio cultural ocupando a Praça Jayme Lago
No dia 23 de agosto, a programação do IFRS integrou-se às atividades realizadas na Praça Prefeito Jayme Lago, marcando a presença da instituição em um espaço público de convivência e participação comunitária. Durante a tarde, foram desenvolvidas diversas atividades voltadas à valorização dos saberes, das tradições e das expressões culturais. A IFeira – Feira de Produtos Agroecológicos reuniu produtos e conhecimentos relacionados à produção e à alimentação, enquanto a Exposição de Artesanato dos Estudantes apresentou ao público produções realizadas no âmbito do campus.
A oficina “Fios de Tradição: Resgatando o Bordado Manual”, realizada das 14h às 16h, proporcionou aos participantes o contato com técnicas de bordado manual e com o fazer artesanal como prática de memória, criatividade e transmissão de conhecimentos.
Já a atividade “Cultura na Calçada: O Patrimônio Invisível das Brincadeiras”, das 15h às 17h30, promoveu uma roda de brincadeiras tradicionais, reunindo adultos e crianças em uma experiência de interação entre gerações. A proposta destacou as brincadeiras como patrimônio cultural vivo, capaz de preservar memórias, fortalecer vínculos e transmitir conhecimentos de uma geração para outra.
Ginga e batuque: vivência cultural afro-brasileira
A programação na Praça também contou com a atividade “Ginga e Batuque: Vivência Cultural Afro-Brasileira”, com oficinas de capoeira e turbantes. A iniciativa proporcionou aos participantes uma experiência de aproximação com manifestações culturais afro-brasileiras, reforçando a importância do reconhecimento da diversidade e da valorização das contribuições das culturas negras para a formação social e cultural do município.
A atividade dialogou diretamente com outras ações da Semana do Patrimônio Cultural, fortalecendo a compreensão de que o patrimônio imaterial é constituído por práticas culturais vivas, transmitidas, recriadas e ressignificadas pelas comunidades.
Educação, cultura e novas possibilidades
Também esteve presente na programação o Espaço EaD, com a proposta “A cultura nos conecta com nossas raízes. A EaD conecta você com o seu futuro!”. A ação aproximou a comunidade das possibilidades de formação oferecidas pelo IFRS, estabelecendo uma relação entre educação, cultura e desenvolvimento regional.
A programação contou ainda com Jogos Educativos sobre o Patrimônio Histórico e Cultural de Erechim. Por meio da ludicidade, os participantes puderam conhecer e refletir sobre elementos da história e do patrimônio do município.
Confira abaixo alguns registros do evento:











