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Campus celebra participação e premiação na Mostra de Arte e Audiovisual do IFRS


Com trabalhos de teatro, performance, música e audiovisual, estudantes participaram do evento e conquistaram o prêmio audiovisual de Melhor Obra Musical com “Milonga abaixo de mau tempo” 

A arte como espaço de expressão, encontro e formação. Foi com essa perspectiva que o Campus Veranópolis participou da XIII Mostra de Arte e da IV Mostra de Audiovisual do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), realizadas nos dias 15 e 16 de setembro, na Casa das Artes, em Bento Gonçalves.

A delegação do campus contou com 26 estudantes e servidores e apresentou trabalhos desenvolvidos ao longo do ano nas áreas de teatro, performance, música e audiovisual. A participação também foi marcada pela conquista do prêmio de Melhor Musical, com o trabalho “Milonga abaixo de mau tempo”, na IV Mostra de Audiovisual, em votação do público.

Também foram apresentados os trabalhos teatrais “Vozes que o silêncio guarda” e “Quantas mais?”, além de atividades musicais e outros trabalhos audiovisuais.

Experiências que vão além da sala de aula

Para o estudante Zach Benato Henrique, do curso Técnico em Administração, que participa das atividades cênicas e integra o Núcleo de Arte e Cultura, a Mostra possibilita conhecer estudantes de diferentes campi e vivenciar uma dimensão artística do IFRS. “Eu amo o IFRS. São pessoas diferentes, muita diversidade, a gente sempre entra em contato com vários outros campi. É um projeto muito legal que mostra pra gente que não é apenas ensino, tem uma parte artística também.”

Os encontros para as criações cênicas começaram em abril e são realizados duas vezes por semana. A estudante Ana Clara Lorenzini, também do curso Técnico em Administração e participante das atividades de teatro e dança, destaca a troca proporcionada pelo evento. “A gente vê uma apresentação e vai logo parabenizar as pessoas, começa a conversar. É muito boa essa conexão com o pessoal que gosta da arte.”

Arte como forma de expressão

Entre as produções apresentadas pelo campus esteve a performance “Quantas mais?”, que aborda o feminicídio a partir de um caso ocorrido na região. Ana Clara participou da construção do trabalho e relata a emoção vivenciada pelo grupo durante a produção dos áudios que integram a apresentação. “Foi muito forte. Quando a gente estava estruturando os áudios, muita gente chorou. Foi muito pesado.”

A estudante também buscou junto aos familiares da vítima um relato sobre a perda, posteriormente incorporado à apresentação. “Eles só conseguiram escrever o relato, porque era muito recente. Eu tive que narrar esse relato.”

Incentivo à produção artística

Para a professora de Artes e coordenadora do Núcleo de Arte e Cultura do campus, Magda Schiavon de Rossi, a Mostra representa uma oportunidade importante para os estudantes, especialmente pela possibilidade de se apresentarem em um espaço estruturado para receber produções artísticas. “O nosso campus não tem espaços culturais. Então, quando eles sabem dessa possibilidade, proporcionada pela Casa das Artes, com um palco, com um espaço destinado para exposição das artes visuais, com luz, com sonorização, isso dá um incentivo para os estudantes.”

A docente destaca também a integração com estudantes dos outros campi e a chance de conhecer diferentes produções realizadas. “Temos ainda uma formação de espectador. Veranópolis, por exemplo, é um município que não recebe muitas atrações culturais. Então, ver outros trabalhos, saber que é preciso desligar o telefone na hora de assistir a um espetáculo, ter atenção com quem está no palco, é uma formação de plateia.” 

Magda destaca ainda que os trabalhos apresentados são desenvolvidos ao longo do ano, em projetos de ensino e extensão, e não exclusivamente para a Mostra. “Vozes que o silêncio guarda”, por exemplo, surgiu a partir do projeto Círculo da Leitura, enquanto “Quantas mais?” foi produzida anteriormente e retomada para o evento. “Todas as oportunidades que a gente tem, a gente acaba abraçando e buscando participar.”

Além das apresentações artísticas, a participação também proporcionou novas experiências aos estudantes. Alguns deles, segundo Magda, nunca haviam saído de Veranópolis. “Tem estudantes que nunca saíram de Veranópolis. Então esta é uma oportunidade, por mais que seja próximo, e também a questão de estarem aqui com os colegas, com autonomia”, finaliza.

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