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Estudantes do IFRS Campus Rolante realizam pesquisa de campo e visitas técnicas no Rio de Janeiro
Entre os dias 24 e 27 de setembro de 2026, estudantes vinculadas/os a projetos desenvolvidos no âmbito do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gênero e Sexualidade (NEPGS) do IFRS – Campus Rolante participaram de atividades de pesquisa de campo e visitas técnicas no Rio de Janeiro. Os projetos, orientados e coordenados pela Profa. Dra. Lauri Silva, articulam ações de ensino e pesquisa desenvolvidas no campus.
A programação incluiu visitas à Biblioteca Nacional, ao Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB) e à Casa Escrevivência Conceição Evaristo, proporcionando contato com espaços de preservação da memória, da história e da cultura e promovendo reflexões sobre patrimônio, cultura afro-brasileira, diáspora africana, ancestralidade, literatura e escrevivência.
Na Biblioteca Nacional, o grupo conheceu acervos e fontes que evidenciam a importância das instituições de memória para a pesquisa. No MUHCAB, a atividade possibilitou o contato com narrativas e experiências relacionadas à história e à cultura afro-brasileira, à diáspora africana e às diferentes formas de resistência e produção cultural da população negra.
Na Casa Escrevivência Conceição Evaristo, o grupo participou de uma oficina ministrada pela equipe da Casa, com momentos de diálogo e aprendizagem sobre escrevivência, memória, ancestralidade e literatura.
Durante a visita, a estudante e bolsista de pesquisa Ana Lívia Schmitt Soares apresentou o Bingo da Escrevivência, produto autoral desenvolvido no projeto “Narrar para Existir: Escrevivências e Memórias da Diáspora em Conceição Evaristo”, articulando pesquisa e prática educativa a partir da obra da escritora.
Um dos momentos mais significativos foi o encontro com Conceição Evaristo. Ana Lívia entregou pessoalmente à escritora um exemplar do Bingo da Escrevivência, e o grupo também a presenteou com uma camiseta do NEPGS do Campus Rolante.
Para Ana Lívia, a experiência evidenciou os resultados dos primeiros meses da pesquisa e sua importância para sua formação:
“Esta experiência foi muito significativa porque mostrou que todo o esforço destes primeiros meses de pesquisa, de fato, valeu a pena. Essa visita revelou que estudar, pesquisar e falar sobre as obras de Conceição Evaristo é de extrema importância, pois as obras dela abordam temas muito relevantes e evidenciam, por meio da literatura, as vivências de tantas pessoas. Além disso, como estudante e pesquisadora em formação, foi marcante e muito especial poder entregar em mãos o Bingo da Escrevivência e ver que o material que nós produzimos foi tão bem recebido pela própria Conceição Evaristo”, relata a bolsista.
Formação para além dos espaços do campus
As visitas técnicas e a pesquisa de campo integram o processo formativo das/os estudantes, aproximando os conhecimentos desenvolvidos nos projetos de diferentes territórios, instituições e espaços de memória. A experiência contribui ainda para que as/os estudantes se reconheçam como participantes da produção do conhecimento e compartilhem os resultados das pesquisas desenvolvidas no Campus Rolante.
