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IFRS Campus Rolante inaugura obras no dia 20 de abril


Nesta quinta-feira, dia 20 de abril, o IFRS Campus Rolante promove a cerimônia de inauguração de duas importantes obras: a Quadra Coberta Poliesportiva e o Galpão Agrotécnico Multidisciplinar. Às 10h, autoridades da região, Reitoria do IFRS, gestão administrativa do campus, familiares dos homenageados e comunidade acadêmica participam do ato de descerramento das placas nos espaços a serem inaugurados.

Confira aqui as etapas da construção da Quadra Poliesportiva

Quadra Coberta Poliesportiva Theodoro Guilherme Schneider:

Liberada para uso em novembro de 2022, a obra foi uma das prioridades e metas do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) do Campus Rolante e justifica-se pelo fato da instituição possuir a oferta de cursos técnicos integrados ao Ensino Médio nos turnos manhã e tarde, necessitando com isso da Quadra Poliesportiva para as práticas de Educação Física.

O valor final da obra é de R$ 769.830,03, já previsto e direcionado para a construção da Quadra Coberta Poliesportiva por meio de recursos oriundos da Reitoria do IFRS nos anos de 2020, 2021 e 2022. A construção iniciou em março de 2021, ao lado do estacionamento do Campus Rolante. A quadra tem aproximadamente 990 metros quadrados de área. A obra vem possibilitando para a comunidade acadêmica a prática de atividades físicas e culturais em um espaço adequado no Campus Rolante. Anteriormente, as práticas esportivas eram realizadas por meio de uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Esportes de Rolante.

A Quadra Coberta Poliesportiva levará o nome de Theodoro Guilherme Schneider, primeiro secretário de Educação do município de Rolante. Filho de Pedro Schneider e Ana Carolina Schneider, nascida Flesch, nasceu em 17 de março de 1902. O imigrante Pedro Schneider se instalou na fazenda Flesch, tornando-se professor das crianças da fazenda e da região. Casou-se com a filha do fazendeiro que o acolheu. Fundou uma escola em 1912 e incentivou a criação de sociedades de canto. Lia os grandes filósofos e esse amor pela leitura e a música levou seu filho mais moço, Theodoro, a seguir seus passos.

Theodoro, inicialmente, foi músico nas orquestras que tocavam nas sociedades. Estudou, e formou-se professor. Lecionou em diferentes escolas. Em casa, acolhia e ministrava aulas particulares de música, regência e língua alemã para pessoas que o procuravam. Com o passar do tempo, autodidata, foi estudando os clássicos, tanto da literatura quanto da música. A família adormecia, inúmeras noites ouvindo o seu violino tocar Vivaldi, Bach, Beethoven, Mozart entre outros compositores. Chegada uma determinada idade, os filhos eram iniciados em um instrumento musical.

Theodoro dividia o tempo entre o trabalho na roça, tocar, administrar aulas, compor, fazer arranjos para os diversos corais que regia, e a noite seguir, em longas caminhadas, até os grupos de cantores. Em casa, uma grande mesa ficava coberta, com pilhas de partituras, escritas uma a uma para cada cantor, com caneta tinteiro, a luz de lampião. As partituras, foram perdidas quando as águas barrentas de uma enchente invadiu a casa alguns anos após sua morte.

Theodoro foi casado com Marta Miguelina, com quem teve cinco filhos: Theodora, Arminio, Gisela, Paulo e Lora Magna. Armínio, Paulo e Lora foram professores por longos anos em diferentes cidades. Gisela, por alguns anos foi professora de jardim de infância em Rolante e Dora foi cuidadora de crianças e na família foi sempre a protetora de cada criança. De uma forma ou outra, em todos os níveis, os filhos foram educadores. Alguns netos seguiram, outros ainda continuam como profissionais da
educação. Quando Rolante se emancipou em 1955, Theodoro tornou-se secretário de educação, portanto, foi o primeiro secretário de educação do município de Rolante. Comprou uma bicicleta e, pedalando, ia ao trabalho. Seguiu em mais gestões. Afastou-se por motivos de saúde.

Terras, onde ora a escola se localiza, pertenciam, inicialmente, a Jacob Flesch, avô paterno de Theodoro. Foram divididas com o passar do tempo, por herança ou venda. Uma parte ficou em nome de Theodoro que, por sua vez, passou para os filhos. Quando houve a desapropriação para a construção do IFRS Campus Rolante, a família manifestou o desejo de que o nome de Theodoro, que tanto batalhou em prol da cultura e da educação, ficasse registrado em algum lugar de destaque fazendo jus a ele e toda a sua história.

Veja fotos da Quadra Coberta Poliesportiva Theodoro Guilherme Schneider

Galpão Agrotécnico Multidisciplinar Sérgio Luce:

Liberado para uso em abril de 2022, O Galpão Agrotécnico Sérgio Luce foi projetado como espaço multidisciplinar apropriado para abrigar o maquinário agrícola do IFRS Campus Rolante, bem como possibilitar um local para aulas práticas em ambiente coberto. A obra visa prioritariamente o atendimento aos cursos técnicos em Agropecuária, compondo a estrutura física do setor agrícola do campus.

O valor final da obra é de R$ 422.460,27 e contempla execução de fundação, vigas, pilares e lajes de concreto armado e cobertura em estrutura metálica, totalizando 512 metros quadrados de área. Ainda haverá a construção de local adequado para atender a criação de pequenos animais, com baias e área para gaiolas de cunicultura (criação de coelhos).

O Galpão Agrotécnico Multidisciplinar será batizado com o nome de Sérgio Luce, fundador e primeiro presidente do Sindicato Rural do Vale do Paranhana. Natural de Porto Alegre, o economista de formação tinha especial apreço pelo meio rural, fortalecido após residir e trabalhar em cidades da fronteira. No início dos anos 2000 estabeleceu moradia em um sítio adquirido na localidade de Santa Cruz da Concórdia, interior do município de Taquara, e logo identificou a necessidade de contar com uma entidade que desse apoio aos proprietários rurais. Em 2003, fundou o Sindicato Rural do Vale do Paranhana, entidade pioneira no Sistema da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) por ser a primeira a representar um grupo de municípios e não apenas uma única cidade.

Sérgio Luce teve forte atuação comunitária, integrando conselhos de outras entidades como a Câmara da Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Paranhana. Sua preocupação com o desenvolvimento do setor rural do Vale do Paranhana pôde ser observada num dos principais projetos em que esteve à frente: a instalação de uma escola técnica federal rural. Para conseguir apoio do governo federal, superou as diferenças de ideologia política para buscar ajuda da deputada federal Maria do Rosário (PT). Apesar do esforço, não viveu tempo suficiente para ver a conclusão da construção do IFRS Campus Rolante.

Veja fotos do Galpão Agrotécnico Multidisciplinar Sérgio Luce

 

 

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