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Flávia Twardowski é eleita diretora-geral do Campus Osório


Uma mulher estará à frente da gestão do Campus Osório nos próximos quatro anos. Flávia Twardowski, professora de panificação e atual diretora de Pesquisa e Inovação foi eleita diretora-geral do Campus Osório do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) para o mandato 2020 – 2024 com um total de 59,3% dos votos.

Nestas eleições, 8.951 estudantes e servidores do IFRS foram às urnas nos 17 campi e na Reitoria. No Campus Osório foram registrados 496 votas de alunos e servidores. Na ocasião, foi reeleito como reitor do IFRS o professor Júlio Xandro Heck. As eleições aconteceram no dia 2 de outubro de 2019, com a homologação dos resultados no dia 7 de outubro. As posses devem ocorrer a partir de fevereiro de 2020, e os mandatos terão duração de quatro anos.

> Confira aqui a homologação dos resultados do primeiro turno processo eleitoral

Flávia, de 41 anos, é natural de Porto Alegre e atua no magistério há 10 anos. Possui graduação em Engenharia de Alimentos, mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos e doutorado em Engenharia de Produção, todos pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Entre as prioridades de sua gestão estão o estímulo ao desenvolvimento de novos projetos e ações de Ensino, Pesquisa e Extensão e fortalecimento dos já existentes; diálogo com as prefeituras do Litoral Norte sobre a adequação dos horários de transporte para estudantes do noturno; garantia da consolidação dos cursos de graduação e de especialização; desempenho de uma gestão democrática, aberta e dialogada com todos os setores, bem como com discentes, docentes, técnicos administrativos e membros da comunidade externa que integram as instâncias consultivas e/ou deliberativas do campus.

A equipe, já apresentada durante a campanha, será composta por Eder José Morari (diretor de administração e planejamento), Milene Araújo Vitorino (diretora de ensino), Marcelo Vianna (diretor de pesquisa, pós-graduação e inovação), Cláudius Jardel Soares (diretor de extensão) e Wendell Ribeiro e Silva (coordenador de desenvolvimento institucional).

 

>> Confira a entrevista com a diretora-geral do Campus Osório, Flávia Twardowski

1) O que ficou deste processo eleitoral?
Para além da experiência única possibilitada por um processo eleitoral, que compreende um misto de sentimentos e sensações, ficou reafirmado o desejo de estar à frente de um Campus que me orgulha e respeito muito. Ter a oportunidade de dialogar com a comunidade acadêmica durante o mais importante processo democrático de uma Instituição, que é a escolha de seus gestores, ouvindo as principais preocupações e anseios dos estudantes, técnicos e docentes, receber a atenção, o apoio e o carinho no dia a dia, enquanto desempenho minhas atividades de professora e diretora de pesquisa, fortalece o compromisso de continuar trabalhando para que o Campus Osório se torne um espaço cada vez melhor.
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2) Quais os seus principais desafios frente à gestão do IFRS – Campus Osório?
Entre os principais desafios cito a garantia das conquistas que o Campus Osório já realizou desde o seu início, passando a ser uma Instituição de referência no Litoral Norte Gaúcho
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3) Como evitar que a atual conjuntura, com redução de orçamento, comprometa o trabalho realizado pelo campus?
Efetivamente, não há como evitar. É possível mitigar, como se procurou fazer nos últimos anos como consequência das reduções orçamentárias, mas sempre haverá alguma precarização, especialmente quando até mesmo o recurso básico para o funcionamento da nossa instituição sofre contingenciamento. Convicta de que o funcionamento dos Institutos Federais deve ser garantido pelo governo federal, o que não vem ocorrendo, mobilizarei a comunidade para que lute ao meu lado por um ensino público, gratuito e de qualidade, exigindo o cumprimento da lei. Além disso, buscar parceiros/apoiadores para realização de ações no campus, além de mitigar o impacto causado por redução orçamentária, estabelece elos que fortalecem a presença e a importância de um campus da rede federal de educação profissional e tecnológica na região em que está inserido.
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4)  O que a comunidade acadêmica pode esperar do processo de transição?
Certamente será um processo tranquilo, em que receberei todo o apoio e o suporte da atual gestão do campus, da qual já faço parte. Durante a transição, além de me apropriar das questões em andamento, as quais deverei dar continuidade, buscarei participar dos espaços de diálogos existentes com a comunidade, seja interna ou externa, conduzindo, ao lado do atual diretor-geral, as atividades inerentes ao cargo. Da mesma forma, os colegas que irão compor a minha equipe de gestão em novas funções passarão a atuar ao lado dos atuais gestores, a fim de que nenhum processo seja prejudicado ou interrompido.
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5) O que você espera da comunidade acadêmica durante a sua gestão?
Que sejam os protagonistas em minha gestão! Como? Ocupando efetivamente os espaços democráticos que possuímos em nosso campus, participando ativamente das decisões, auxiliando na gestão do campus e no aprimoramento dos nossos processos. Que todos possam se reconhecer como parte ativa de um trabalho de união pela consolidação e crescimento do nosso campus, atuando, também, na defesa dessa grande política pública chamada Instituto Federal.
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6) Como você imagina o Campus Osório de 2024, ao final da sua gestão?
Imagino o Campus Osório fortalecido em seus processos, continuando a ser referência regional, nacional e internacional.

>> Confira a entrevista com o reitor do IFRS, Júlio Xandro Heck

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